Da macro até a micro anatomia do sistema nervoso: Brain Journey
Estudo identifica gene associado a maior necessidade de sono
Um estudo envolvendo mais de dez mil pessoas de diversos países europeus concluiu que os que possuem o gene ABCC9 precisam de cerca de 30 minutos a mais de sono por noite. Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Molecular Psychiatry, um em cada cinco europeus carrega o gene.
Dieta rigorosa pode evitar envelhecimento do cérebro
Comer menos pode manter a mente jovem, de acordo com cientistas italianos que relataram, nesta segunda-feira, a descoberta de um processo molecular pelo qual uma dieta rígida pode salvar o cérebro dos estragos da idade. A pesquisa, publicada no jornal americano Proceedings of National Academy of Sciences, é baseado em um estudo feito com ratos que foram alimentados com uma dieta de cerca de 70% da comida que eles consumiam normalmente. Cientistas descobriram que a dieta com restrição de calorias estimulou uma molécula de proteína, CREB1, que ativa uma série de genes ligados à longevidade e ao bom funcionamento do cérebro. “Nossa esperança é encontrar uma forma de ativar a CREB1, por exemplo, através de novas drogas, para manter o cérebro jovem sem a necessidade de uma dieta rigorosa”, disse o principal autor Giovambattista Pani, pesquisador do Instituto Geral de Patologia, da Faculdade de Medicina da Universidade Católica do Sagrado Coração em Roma.
Após ver imagens da mente, cientistas querem ‘ler’ sentimentos
Angela Joenck Pinto Recentemente, um estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia, mostrou ser capaz de reproduzir imagens do cérebro combinando a tecnologia da ressonância magnética com padrões informáticos.
Memória e raciocínio se deterioram a partir dos 45 anos
Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade. Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%. As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60.
Dieta rigorosa pode evitar envelhecimento do cérebro
Comer menos pode manter a mente jovem, de acordo com cientistas italianos que relataram, nesta segunda-feira, a descoberta de um processo molecular pelo qual uma dieta rígida pode salvar o cérebro dos estragos da idade. A pesquisa, publicada no jornal americano Proceedings of National Academy of Sciences, é baseado em um estudo feito com ratos que foram alimentados com uma dieta de cerca de 70% da comida que eles consumiam normalmente. Cientistas descobriram que a dieta com restrição de calorias estimulou uma molécula de proteína, CREB1, que ativa uma série de genes ligados à longevidade e ao bom funcionamento do cérebro. “Nossa esperança é encontrar uma forma de ativar a CREB1, por exemplo, através de novas drogas, para manter o cérebro jovem sem a necessidade de uma dieta rigorosa”, disse o principal autor Giovambattista Pani, pesquisador do Instituto Geral de Patologia, da Faculdade de Medicina da Universidade Católica do Sagrado Coração em Roma. Os pesquisadores descobriram, anteriormente, que os ratos mostravam habilidades cognitivas e memória melhores, menos agressividade e tendência a evitar ou adiar o Mal de Alzheimer. Mas eles não sabiam exatamente o porquê. “A CREB1 é conhecida por regular importantes funções cerebrais como memória, aprendizado e controle da ansiedade e sua atividade é reduzida ou fisiologicamente comprometida pelo envelhecimento”, disse o estudo. Os ratos que foram geneticamente modificados para perder CREB1 não mostraram nenhum dos benefícios da memória que os ratos com uma dieta pouco calórica, mas sim as mesmas deficiências dos ratos que foram superalimentados. “Portanto, nossas descobertas identificam, pela primeira vez, um importante mediador dos efeitos da dieta no cérebro”, disse Pani. “Esta descoberta tem importantes implicações para desenvolver terapias futuras para manter nosso cérebro jovem e evitar sua degeneração e o processo de envelhecimento”.Após ver imagens da mente, cientistas querem ‘ler’ sentimentos
Angela Joenck Pinto Recentemente, um estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia, mostrou ser capaz de reproduzir imagens do cérebro combinando a tecnologia da ressonância magnética com padrões informáticos. Essas pesquisas, porém, não estão longe dos objetivos das instituições brasileiras. Liderando estudos semelhantes na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o chefe do serviço de neurologia do Hospital São Lucas de Porto Alegre, André Palmini, explica como o processo de aquisição das imagens é realizado. Conheça sete mitos sobre o cérebro humano “Entendemos que ‘leitura do cérebro’ é a leitura de padrões de ativação cerebral. As imagens são adquiridas em alguns momentos específicos e depois são subtraídas de um período de repouso. Tu podes, na verdade, fazer a aquisição das imagens nos momentos que mais te interessam”, diz. Conforme o médico, que pretende começar um novo estudo em março de 2012, ao mostrar um filme para um indivíduo é possível ver que áreas se ativam no cérebro quando aparecem cenas com movimento ou cenas tristes. “De posse de três ou quatro tipos de cena, é possível observar qual é o sistema de ativação cerebral com motivos específicos”, explica. “Mas a coisa mais importante é que tem um período que se ativa no cérebro quando nenhuma dessas coisas está acontecendo, quando temos cenas mais paradas”, diz Palmini. O conjunto de regiões ativadas neste caso se chama de Região de Funcionamento Padrão. Segundo o neurologista, esta é a área responsável por fazer uma espécie de reflexão sobre a experiência tida pela pessoa. “Então são áreas do cérebro que vivenciam as experiências e as áreas que refletem sobre isso no período que o estímulo não está sendo produzido”, declara. Através da Ressonância Magnética Funcional, neurologistas também mostram como nosso cérebro “confunde” passado e presente. “Ao pedir que uma pessoa recrie uma memória do passado, o cérebro se ativa como se estivesse revivenciando aquela situação no presente. E isso tem permitido muito avanço, principalmente no campo de estudo das emoções, para entender por que a gente se chateia tanto com lembranças negativas antigas, e também por que esses traumas antigos marcam tanto as pessoas. É porque essas memórias são facilmente acessadas. As pesquisas mostram isso”, fala. Ajudando pacientes Segundo o professor da PUCRS, estudos como esse podem ajudar vários tipos de pacientes, desde pessoas com problemas motores até casos de doenças mentais. “Talvez possamos verificar que algum tipo de estímulo possa ativar áreas motoras do cérebro. Tu pegas uma pessoa que teve um déficit motor por um acidente vascular cerebral, por exemplo, e de repente pode existir algum tipo de exercício que desperte mais a área que ela precise ativar no cérebro, testando diversos exercícios antes de começar um programa de reabilitação, por exemplo. E aí seremos capazes de saber que aquilo vai ter mais resultados”, pondera. Já no caso de dificuldades mentais, o médico acredita que esta modalidade de estudo do cérebro mostrará quais tipos de psicoterapia poderão ativar mais as áreas de satisfação, prazer e bem estar, antecipando o tipo de linha de tratamento que irá beneficiar mais a cada pessoa. “Esse é o futuro que se descortina nessa questão de entender melhor o cérebro. A gente está avançando muito em termos de imagem e esta é a maneira de tu conseguires mensurar essas ativações cerebrais, especialmente nas conexões entre as regiões do cérebro. Antigamente a gente conseguia ver a ativação de apenas uma área. Hoje, a gente consegue ver as reações de uma rede neural”, diz. Indo diretamente a áreas especificas, os médicos pretendem obter o que Palmini chama de “assinatura das potencialidades das pessoas”, verificando se elas têm regiões interconectadas para serem mais ou menos propensas à atividade social. “Diferenciar as pessoas conforme sua capacidade de ativar essas áreas, já antecipando que isso tenha um impacto de quanto elas poderão viver melhor em sociedade. Para as pessoas que não têm essas áreas motivadas, ver como modificar isso”, explica o professor. Neuromarketing e ética Mas como todo o tipo de conhecimento, o estudo do cérebro também é usado para fins menos nobres, como a venda de produtos. Hoje, utilizando pesquisas semelhantes, campos conhecidos por neuromarketing já mapearam o cérebro humano. “O que o neuromarketing tem feito é moldar comerciais de televisão e outdoors, depois de apresentá-los para voluntários durante a feitura de um exame de Ressonância Magnética Funcional para ver qual dos estímulos mais ativa as áreas do cérebro que têm a ver com prazer, aversão, medos, conflitos ou ansiedades”, diz o chefe da neurologista do Hospital São Lucas. Desta forma, as empresas garantem melhores reações aos seus produtos, maximizando resultados. O médico lembra, porém, que certos cuidados têm de ser tomados quando se estuda o cérebro. “Com este tipo de exame, podemos saber se a pessoa está mentindo ou não. Quando tu estás mentindo, é criado um conflito na mente. A gente já sabe que áreas do cérebro se ativam nessas horas. Tudo isso dá pra fazer, mas vamos ter que ter todo um debate da questão da ética envolvida, para que se saiba o quanto isso vai efetivamente ser ou não útil para as pessoas”, alerta.Estudo identifica gene associado a maior necessidade de sono
Um estudo envolvendo mais de dez mil pessoas de diversos países europeus concluiu que os que possuem o gene ABCC9 precisam de cerca de 30 minutos a mais de sono por noite. Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Molecular Psychiatry, um em cada cinco europeus carrega o gene. Os pesquisadores da University of Edinburgh, na Escócia, e da Ludwig Maximilians University, em Munique, na Alemanha, dizem que a revelação pode ajudar a explicar comportamentos associados ao sono. Cada um dos participantes disse quantas horas dormia por noite e teve uma amostra de seu sangue colhida para análise de DNA. A necessidade de sono pode variar significativamente de uma pessoa para outra. A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, por exemplo, era conhecida por precisar de apenas quatro horas de sono por noite, enquanto o cientista Albert Einstein precisava de 11 horas. Mosca de Fruta O estudo envolveu pessoas das Ilhas Orkney, Croácia, Holanda, Itália, Estônia e Alemanha. Os pesquisadores queriam saber como era o padrão de sono dos participantes em dias livres, ou seja, quando não tinham de trabalhar ou tomar remédio para dormir. Ao comparar os dados sobre padrão de sono com os resultados da análise genética, eles concluíram que os participantes que possuíam a variante ABCC9 precisavam de mais tempo de sono do que a média de oito horas. A equipe investigou então como esse gene influenciava o padrão de sono de moscas de fruta - que também carregam essa variante. Moscas sem o gene ABCC9 dormem três horas a menos do que as que carregam o gene, os pesquisadores constataram. Energia O gene ABCC9 atua como sensor de níveis de energia no corpo humano. Segundo os cientistas, o estudo abre um novo caminho em pesquisas sobre o sono. Eles dizem esperar que investigações futuras possam estabelecer exatamente como essa variante genética regula o tempo de sono necessário para cada indivíduo. O especialista Jim Wilson, da University of Edinburgh, disse: “Humanos dormem aproximadamente um terço de suas vidas”. “Com frequência, a tendência a dormir por períodos mais longos ou mais curtos é um traço de família, apesar do fato de que a quantidade de sono de que as pessoas precisam pode ser influenciada pela idade, latitude, estação do ano e ritmo circadiano (período de aproximadamente um dia - 24 horas - em que se baseia o ciclo biológico do corpo humano)”, disse ele.Estudo identifica gene associado a maior necessidade de sono
Um estudo envolvendo mais de dez mil pessoas de diversos países europeus concluiu que os que possuem o gene ABCC9 precisam de cerca de 30 minutos a mais de sono por noite. Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Molecular Psychiatry, um em cada cinco europeus carrega o gene. Os pesquisadores da University of Edinburgh, na Escócia, e da Ludwig Maximilians University, em Munique, na Alemanha, dizem que a revelação pode ajudar a explicar comportamentos associados ao sono. Cada um dos participantes disse quantas horas dormia por noite e teve uma amostra de seu sangue colhida para análise de DNA. A necessidade de sono pode variar significativamente de uma pessoa para outra. A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, por exemplo, era conhecida por precisar de apenas quatro horas de sono por noite, enquanto o cientista Albert Einstein precisava de 11 horas. Mosca de Fruta O estudo envolveu pessoas das Ilhas Orkney, Croácia, Holanda, Itália, Estônia e Alemanha. Os pesquisadores queriam saber como era o padrão de sono dos participantes em dias livres, ou seja, quando não tinham de trabalhar ou tomar remédio para dormir. Ao comparar os dados sobre padrão de sono com os resultados da análise genética, eles concluíram que os participantes que possuíam a variante ABCC9 precisavam de mais tempo de sono do que a média de oito horas. A equipe investigou então como esse gene influenciava o padrão de sono de moscas de fruta - que também carregam essa variante. Moscas sem o gene ABCC9 dormem três horas a menos do que as que carregam o gene, os pesquisadores constataram. Energia O gene ABCC9 atua como sensor de níveis de energia no corpo humano. Segundo os cientistas, o estudo abre um novo caminho em pesquisas sobre o sono. Eles dizem esperar que investigações futuras possam estabelecer exatamente como essa variante genética regula o tempo de sono necessário para cada indivíduo. O especialista Jim Wilson, da University of Edinburgh, disse: “Humanos dormem aproximadamente um terço de suas vidas”. “Com frequência, a tendência a dormir por períodos mais longos ou mais curtos é um traço de família, apesar do fato de que a quantidade de sono de que as pessoas precisam pode ser influenciada pela idade, latitude, estação do ano e ritmo circadiano (período de aproximadamente um dia - 24 horas - em que se baseia o ciclo biológico do corpo humano)”, disse ele.Cabecear com frequência no futebol pode prejudicar cérebro
Médicos americanos alertaram em um novo estudo que cabeçadas frequentes em partidas de futebol podem causar lesões cerebrais em jogadores. Os médicos analisaram exames dos cérebros de 32 jogadores…
Cabecear com frequência no futebol pode prejudicar cérebro
Médicos americanos alertaram em um novo estudo que cabeçadas frequentes em partidas de futebol podem causar lesões cerebrais em jogadores. Os médicos analisaram exames dos cérebros de 32 jogadores amadores e, nos exames, foram revelados padrões de danos parecidos com os encontrados em pacientes que sofreram concussões. Os pesquisadores afirmam acreditar que existe um número seguro de cabeçadas - cerca de mil cabeçadas por ano ou menos.
Cientista diz que filmes de terror fazem cérebro reviver experiências ruins
As situações de estresse agudo, como a de assistir um filme de terror, levam o cérebro a lembrar de experiências ruins e a reorganizar seu modo de funcionamento, detalhou nesta quinta-feira um grupo…
Cientistas desvendam orgasmo feminino com 'fotos' do cérebro
Cientistas que investigam a sexualidade humana escanearam o cérebro de uma mulher enquanto ela se aproximava, vivia e se recuperava de um orgasmo. Com um aparelho de ressonância magnética, os…
Exame detecta consciência em pacientes com estado vegetativo
Exames de eletroencefalograma (EEG) ajudaram médicos a perceber que alguns pacientes aparentemente em estado vegetativo permanente na verdade estavam conscientes, segundo estudo publicado na edição…
Pesquisa revela que hormônios influenciam voto de eleitores
Quase nunca se associa o dia de votação a grandes quantidades de hormônios. Contudo, três professores de Israel, país em que a opinião política é expressa com veemência, sugerem que o próprio ato de…